2.8.12

.:: Lágrima no varal ::.


Era sala em tempo de espera,

Nela, uma lágrima pendurada no varal,

Era uma dor...

Era pra secar...

Mas o vento era tanto que a fazia lacrimejar

Mas era pra secar...

Era uma dor revestida de cristal,

Pendurada em pregador maciço...

Era uma dor translúcida;

Mas pra secar, não bastava o sol...

Era uma lágrima pendurada no varal!

Não tinha dono, não tinha história,

Mas tinha um sinal:

O vazio do pregador virado, bem ao lado;

Era uma esperança seca, que ainda úmida aguardava

O único destino conhecido de uma lágrima,

Antes de seu doloroso final!

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