Eu não dei por acabado você!
Sou Dirceu de Marília,
Faço votos secretos com Chico,
Dispo do destino
Me despindo dos segredos.
De quando em quando te espero;
E não nego:
Não te dei por acabado!
É ainda a melhor obra prima
De minhas mãos, meu coração,
Minha projeção.
Não te dei adeus atrás da porta,
Não dividi meus discos e lençóis.
De quando em quando te espero,
Repenso, revivo, me demoro...
Sou ainda Peri de Ceci,
Não dei por acabado você!
Ainda é pedra bruta, madeira fria,
Argila a moldar...
Não te fiz pra mim,
Nasceste assim...
Na medida de um sonho antigo.
E te tempo em tempo,
De quando em quando,
Te faço acabar, finalizar,
Lavar, fechar e guardar...
Por ora, me nego a confessar:
Que o que não está acabado,
Acabado está!
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