26.12.11

.:: De quando em quando .::

Eu não dei por acabado você!

Sou Dirceu de Marília,

Faço votos secretos com Chico,

Dispo do destino

Me despindo dos segredos.

De quando em quando te espero;

E não nego:

Não te dei por acabado!

É ainda a melhor obra prima

De minhas mãos, meu coração,

Minha projeção.

Não te dei adeus atrás da porta,

Não dividi meus discos e lençóis.

De quando em quando te espero,

Repenso, revivo, me demoro...

Sou ainda Peri de Ceci,

Não dei por acabado você!

Ainda é pedra bruta, madeira fria,

Argila a moldar...

Não te fiz pra mim,

Nasceste assim...

Na medida de um sonho antigo.

E te tempo em tempo,

De quando em quando,

Te faço acabar, finalizar,

Lavar, fechar e guardar...

Por ora, me nego a confessar:

Que o que não está acabado,

Acabado está!

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